Quando sai da IURD isto com 15 anos, transformei-me numa jovem complexada e bastante perturbada, ouvia vozes e via vultos (coisa que outrora não via nem ouvia).
Eu detestava o via no espelho ao ponto de me auto agredir (o que parece ridículo mas uma triste realidade), eu não entendia o porquê de tanta raiva e odio de mim mesma, ninguém sabia, só eu, aquelas vozes e Deus.
O meu comportamento naquela altura era o mais anormal possível isto porque eu mesmo estando perto de colegas de escola estava longe, quem olha-se para dentro dos meus olhos até parecia que nada existia, que não havia alma lá dentro, um olhar apagado, como se estivesse morta…
Mas ainda era só o início que estava para vir, graças a Deus nunca me meti em drogas e outras coisas do género mas a minha guerra era totalmente interior como se houvesse duas pessoas dentro uma que amava sofrer e a outra que somente era escrava do que lhe era ordenado a fazer.
Ganhei entretanto um odio enorme do meu pai, não suportava o ver e muito menos que ele falasse comigo, trancava o meu rosto e começa a ranger os dentes e desejava que ele viesse a sofrer da mesma forma ou pior que eu. De um grande amigo meu passou a ser o meu maior inimigo tudo por ter-se separado da minha mãe.
O meu coração era negro, de pedra, pois só nutria sentimentos horríveis contra outras pessoas e detestava que me dessem demonstrações de afetos ou seja eu era um puro gelo.
Lembro-me numa aula de filosofia a minha professora falar para a turma toda: “ tu sempre com esse olhar triste parece que não há em ti gosto pela vida” e era uma verdade. (….abreviando….)
Quando voltei aí já com 18 anos, foi com mais força mas claro não foi fácil, pois sentia-me como uma ingrata pois eu tinha sido curada da asma, fazia aquilo que não conseguia fazer antes . E tive que entregar aquele coração podre, sujo, magoado, frio para Deus o que mais eu tinha a perder? Nada até porque o que eu mais queria não tinha, então entreguei tudo, a minha vida, o meu sonho de ser modelo TUDO para que ele me desse o BEM MAIOR!
Resultado sou alegre, não tenho mais odio do meu pai somos amigos de novo, agora gosto de dar bastantes abraços, não tenho complexos agora gosto de mim assim como sou independentemente de os outros gostarem, aceitarem ou não estou nem aí para isso! Sou diferente do que era anteriormente e hoje faz exatamente 4 anos desde que voltei!
Eu detestava o via no espelho ao ponto de me auto agredir (o que parece ridículo mas uma triste realidade), eu não entendia o porquê de tanta raiva e odio de mim mesma, ninguém sabia, só eu, aquelas vozes e Deus.
O meu comportamento naquela altura era o mais anormal possível isto porque eu mesmo estando perto de colegas de escola estava longe, quem olha-se para dentro dos meus olhos até parecia que nada existia, que não havia alma lá dentro, um olhar apagado, como se estivesse morta…
Mas ainda era só o início que estava para vir, graças a Deus nunca me meti em drogas e outras coisas do género mas a minha guerra era totalmente interior como se houvesse duas pessoas dentro uma que amava sofrer e a outra que somente era escrava do que lhe era ordenado a fazer.
Ganhei entretanto um odio enorme do meu pai, não suportava o ver e muito menos que ele falasse comigo, trancava o meu rosto e começa a ranger os dentes e desejava que ele viesse a sofrer da mesma forma ou pior que eu. De um grande amigo meu passou a ser o meu maior inimigo tudo por ter-se separado da minha mãe.
O meu coração era negro, de pedra, pois só nutria sentimentos horríveis contra outras pessoas e detestava que me dessem demonstrações de afetos ou seja eu era um puro gelo.
Lembro-me numa aula de filosofia a minha professora falar para a turma toda: “ tu sempre com esse olhar triste parece que não há em ti gosto pela vida” e era uma verdade. (….abreviando….)
Quando voltei aí já com 18 anos, foi com mais força mas claro não foi fácil, pois sentia-me como uma ingrata pois eu tinha sido curada da asma, fazia aquilo que não conseguia fazer antes . E tive que entregar aquele coração podre, sujo, magoado, frio para Deus o que mais eu tinha a perder? Nada até porque o que eu mais queria não tinha, então entreguei tudo, a minha vida, o meu sonho de ser modelo TUDO para que ele me desse o BEM MAIOR!
Resultado sou alegre, não tenho mais odio do meu pai somos amigos de novo, agora gosto de dar bastantes abraços, não tenho complexos agora gosto de mim assim como sou independentemente de os outros gostarem, aceitarem ou não estou nem aí para isso! Sou diferente do que era anteriormente e hoje faz exatamente 4 anos desde que voltei!

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